
Tabela CBHPM: O Que É, Como Funciona e Como Consultar
A tabela CBHPM é a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos, publicada pela Associação Médica Brasileira (AMB). Ela reúne, em código e porte, todos os procedimentos da medicina brasileira e serve como referência mínima para calcular quanto vale o trabalho médico, tanto no convênio quanto no atendimento particular.
A CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos) é a lista oficial da AMB que classifica cada procedimento médico de forma hierárquica, atribuindo a ele um código e um porte que definem a base de cálculo do honorário. É a principal referência técnica de remuneração médica no Brasil.
Os números sustentam sua importância. Segundo a Associação Médica Brasileira (AMB), 54 sociedades de especialidades participam da construção e revisão da tabela. Desde outubro de 2025, a AMB fixou o valor de referência de 1 UCO em R$ 29,80, após reajuste de 5,10% pelo INPC/IBGE.

O que é a tabela CBHPM e para que serve?
A CBHPM serve para dar uma base técnica e uniforme ao valor de cada procedimento médico no Brasil. Antes dela, cada convênio arbitrava preços sem parâmetro comum, o que deixava o médico em desvantagem na negociação. A tabela nasceu para corrigir isso.
Publicada pela AMB em conjunto com as sociedades de especialidade, a CBHPM organiza os procedimentos de forma hierarquizada: quanto mais complexo o ato médico, maior o porte atribuído a ele. A última edição de referência é a CBHPM 2022, atualizada periodicamente nos valores de porte e UCO.
Na rotina da clínica, a CBHPM aparece em três momentos: na hora de negociar o credenciamento com uma operadora, ao definir o preço de um procedimento particular e ao conferir se o convênio pagou o que foi combinado. Quem fatura por convênio precisa dela junto da tabela TUSS para não errar no envio.
Como é calculado o honorário médico na CBHPM?
O honorário na CBHPM é calculado multiplicando o porte do procedimento pelo valor da UCO e somando o custo operacional. A fórmula de referência é: (porte em UCO × valor da UCO) + custo operacional. Com a UCO em R$ 29,80, o porte é o principal fator de variação entre procedimentos.
A UCO (Unidade de Custo Operacional) é o valor em reais que serve de multiplicador do porte. Ela incorpora custos do atendimento, como folha de pagamento e uso de equipamentos. O porte anestésico, por exemplo, é expresso diretamente em UCO, o que facilita ver o cálculo na prática:
| Porte anestésico | Equivalência em UCO | Valor de referência (UCO = R$ 29,80) | Exemplo de aplicação |
|---|---|---|---|
| Porte 0 | 0 UCO | R$ 0,00 | Procedimento sem anestesia ou apenas anestesia local |
| Porte 1 | 3 UCO | R$ 89,40 | Anestesias de menor complexidade |
| Porte 2 | 5 UCO | R$ 149,00 | Pequeno porte com sedação leve ou anestesia monitorizada |
Além de porte e UCO, o cálculo completo pode incluir o custo operacional (CO), o valor de filme (em exames de imagem) e o número de auxiliares. O grau de participação do médico, a via de acesso e os deflatores acordados com a operadora também alteram o resultado final. Por isso, dois procedimentos de mesmo porte podem pagar valores diferentes conforme o contrato.
Para o atendimento particular, o raciocínio muda: a CBHPM vira um piso técnico, e o preço final considera custos fixos e posicionamento. Se essa é sua dúvida, o guia de quanto cobrar por consulta e a calculadora de preço de consulta ajudam a chegar a um valor sustentável.

Qual a diferença entre CBHPM, TUSS e a tabela do convênio?
A CBHPM define o valor de referência, a TUSS padroniza o código e a tabela própria do convênio traz o valor efetivamente pago. São camadas complementares: uma não substitui a outra. Confundir as três é uma das causas mais comuns de glosa e de faturamento perdido.
| Tabela | O que é | Quem mantém | Função no dia a dia |
|---|---|---|---|
| CBHPM | Classificação hierarquizada de procedimentos com porte e UCO | Associação Médica Brasileira (AMB) | Referência de valor mínimo do procedimento |
| TUSS | Terminologia unificada com código padrão de cada procedimento | ANS, em conjunto com AMB e COPISS | Código obrigatório no faturamento eletrônico (TISS) |
| Tabela do convênio | Valores negociados no contrato de credenciamento | Cada operadora de saúde | Valor que a clínica realmente recebe |
Na prática, o faturamento junta as três. Você identifica o procedimento pelo código TUSS, usa a CBHPM como base de negociação e recebe conforme a tabela contratada. Para entender como esses códigos se encaixam no envio, vale ler como usar as tabelas TISS e TUSS corretamente e o guia de código TUSS de consulta médica.
Onde consultar a tabela CBHPM atualizada?
A fonte oficial da CBHPM é a própria AMB, que comercializa o acesso à tabela completa e publica os comunicados de reajuste. A consulta pública dos valores exige atenção à edição e à data do último reajuste de porte e UCO.
- Site oficial da AMB: a página da CBHPM na Associação Médica Brasileira concentra a versão vigente e os comunicados oficiais de correção de valores.
- Sua sociedade de especialidade: entidades filiadas à AMB costumam disponibilizar orientações sobre os portes específicos da área.
- Seu sistema de gestão: um bom software mantém a CBHPM e a TUSS integradas ao faturamento, evitando consulta manual a planilhas desatualizadas.
O último ajuste relevante ocorreu em 18 de outubro de 2025, quando a AMB corrigiu os valores de porte e UCO em 5,10% pelo INPC/IBGE, fixando 1 UCO em R$ 29,80. Manter esse número atualizado no sistema evita cobrar abaixo do reajustado e reduz divergências com o convênio.
A CBHPM é obrigatória? Como usá-la na negociação com convênios?
A CBHPM não é obrigatória: ela é uma referência mínima proposta pela AMB, não uma tabela imposta por lei. As operadoras negociam livremente os valores, quase sempre aplicando um percentual sobre a CBHPM (por exemplo, "CBHPM com deflator de 20%") ou uma UCO própria, inferior à de referência.
Isso não torna a tabela irrelevante — pelo contrário. Ela é o parâmetro técnico que dá base ao médico para negociar. Chegar à mesa sabendo o porte do procedimento e o valor de referência da UCO muda a conversa: em vez de aceitar um número arbitrário, o prestador discute percentuais sobre uma base reconhecida nacionalmente.
Depois de fechado o contrato, o risco migra para a execução: enviar o código errado, esquecer um auxiliar ou aplicar a UCO desatualizada gera glosa. Reduzir esse retrabalho é questão de processo e de sistema — o passo a passo em como reduzir glosas com faturamento TISS bem configurado mostra onde a maioria das clínicas perde dinheiro.
Quais os erros mais comuns ao aplicar a CBHPM?
Os erros mais frequentes com a CBHPM não estão no procedimento em si, mas no valor aplicado e no código enviado. Eles custam caro porque geram glosa, atrasam o repasse do convênio e, no particular, levam a cobrar abaixo do que o trabalho vale. Três se repetem na maioria das clínicas:
- Usar UCO desatualizada: manter o valor antigo depois de um reajuste (a UCO passou a R$ 29,80 em outubro de 2025) faz o honorário sair defasado em todos os procedimentos calculados.
- Confundir CBHPM com a tabela do convênio: aplicar o valor de referência da AMB sem considerar o deflator contratado gera divergência entre o que foi cobrado e o que a operadora paga.
- Esquecer componentes do cálculo: deixar de fora auxiliares, porte anestésico ou custo de filme reduz o honorário e é uma fonte silenciosa de perda de receita.
O denominador comum desses erros é o controle manual. Quando a CBHPM e a TUSS ficam em planilhas separadas do prontuário, cada procedimento vira uma chance de digitar o código ou o valor errado. Centralizar isso no mesmo sistema em que a consulta é registrada elimina boa parte do retrabalho de faturamento.
Perguntas frequentes sobre a tabela CBHPM
O que é a tabela CBHPM?
A CBHPM é a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos, publicada pela Associação Médica Brasileira (AMB). Ela lista e hierarquiza cada procedimento médico com um código e um porte, servindo como referência mínima para a remuneração do trabalho médico junto a convênios e no atendimento particular.
Quanto vale 1 UCO na CBHPM em 2025 e 2026?
Desde 18 de outubro de 2025, o valor de referência de 1 UCO (Unidade de Custo Operacional) é de R$ 29,80. A AMB reajustou o valor com base no INPC/IBGE do período, uma correção de 5,10%. Esse valor multiplica o porte de cada procedimento para compor o honorário.
A CBHPM é obrigatória para os convênios?
Não. A CBHPM é uma referência de remuneração mínima proposta pela AMB, não uma tabela de uso obrigatório. Cada operadora pode negociar valores próprios com o prestador, geralmente aplicando um percentual ou deflator sobre a CBHPM. Ela funciona como base técnica para negociação de honorários.
Qual a diferença entre CBHPM e TUSS?
A TUSS padroniza os códigos de cada procedimento para o faturamento eletrônico via TISS; a CBHPM define o valor de referência desse procedimento por meio de porte e UCO. Na prática, a TUSS diz qual código enviar e a CBHPM ajuda a definir quanto ele deveria pagar.
Como calcular o honorário de um procedimento pela CBHPM?
Multiplique o porte do procedimento pelo valor da UCO (R$ 29,80 desde outubro de 2025) e some o custo operacional. Um porte anestésico 2, por exemplo, equivale a 5 UCO, o que dá R$ 149,00 de referência. Auxiliares, filme e deflatores do convênio ajustam o valor final.
Resumo
Em resumo, a tabela CBHPM é a referência da AMB que hierarquiza procedimentos por porte e código e serve de base para calcular honorários — porte em UCO (R$ 29,80 desde outubro de 2025) mais custo operacional. Ela não é obrigatória, mas é o parâmetro técnico que sustenta a negociação com convênios e complementa a TUSS no faturamento.
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