
Novo: o Financeiro completo — fluxo de caixa, contas, DRE, repasse e caixa do dia

O Financeiro deixa de ser só a lista do que o paciente pagou
Até agora, "Financeiro" era uma lista de recebimentos. Aluguel, salários, materiais, taxas de cartão e o dinheiro que ainda não tinha caído viviam em uma planilha à parte — então ninguém conseguia dizer quanto a clínica realmente ganhou no mês sem somar tudo na mão.
Agora toda movimentação, de entrada ou saída, é registrada uma vez e lida do mesmo lugar. O que sai da agenda e o que você digita à mão caem no mesmo livro-razão, e o fluxo de caixa, o DRE e o extrato bancário leem dali. É por isso que os números passam a bater entre si.
Primeiro: onde o dinheiro cai e quanto ele custa
Em "Minha Clínica", a aba "Contas bancárias" cadastra as contas da clínica. Elas pertencem à clínica, não a um profissional — "Vinculada a" é só um rótulo que pré-seleciona a conta na hora de registrar um pagamento.

"Taxas de cartão" guarda quanto cada maquininha cobra, por bandeira e por faixa de parcelas. É isso que transforma o valor cobrado no valor que realmente chega na conta — a diferença que costuma sumir do controle quando o cartão é a maior parte do faturamento.

Como cada pagamento é dividido e classificado
"Repasse" define quanto de cada pagamento vai para o profissional. Escolha se a base é bruto ou líquido — líquido desconta a taxa de cartão antes — e preencha a matriz por tipo de atendimento, serviço e pagador. Uma célula em branco herda o padrão.

"Categorias" é o plano de contas da clínica, organizado por hierarquia, e "Unidades e áreas" permite dividir despesas e receitas por unidade, filial ou área. Cada profissional já tem uma área própria, criada automaticamente.

O que acontece quando o paciente falta
"Política de no-show" decide o que cobrar por uma falta sem aviso: o valor integral, um valor fixo, um percentual ou nada. Defina o padrão da clínica e adicione exceções por tipo de atendimento.
Com a política ativa, marcar o paciente como faltoso abre a conta a receber sozinha. Você não precisa lembrar de cobrar — e não precisa decidir, no calor do momento, quanto seria justo.

Contas: o calendário inteiro do dinheiro
A nova aba "Contas" no Financeiro reúne seis visões: Fluxo, A pagar, A receber, DRE, Inadimplência e Extrato.
O "Fluxo" é o calendário do dinheiro em uma coluna só: o que já aconteceu e o que ainda está por vir, dia a dia, com o saldo projetado ao lado de cada linha. Escolha o período e ele mostra onde a conta termina.
Contas a pagar e a receber
Registre o que a clínica deve e o que lhe devem, em uma ou várias parcelas, avulso ou repetindo todo mês. Cada conta recebe uma categoria, e você pode liquidá-la em parte, com desconto, juros ou multa.
Os cards no topo respondem as perguntas de sempre num olhar — em aberto, vencidas, pagas no mês e há quanto tempo o valor atrasado está parado. A visão "Inadimplência" isola o que está atrasado e a taxa que isso representa.

E o detalhe que economiza mais tempo: cobranças de consulta e taxas de no-show aparecem aqui sozinhas, sem serem digitadas.

DRE: quanto a clínica realmente ganhou
Mês a mês, da receita bruta até o resultado líquido, com a participação de cada linha na receita ao lado. Leia por caixa — o dinheiro que se moveu — ou por competência, e filtre por unidade.
Repasses e taxas de cartão já entram como custos, então o resultado final é o que de fato fica com a clínica. Toda visão exporta em CSV, Excel ou PDF.

Extrato, conta por conta
Escolha uma conta bancária e veja tudo o que passou por ela em ordem, com o saldo corrente linha a linha — recebimentos, contas pagas e repasses juntos, exatamente como o banco mostra. É a visão que você abre lado a lado com o internet banking quando algo não bate.

Repasse sem planilha
Um card por profissional com o que foi recebido e o que se deve a ele no período, e o que fica com a clínica logo abaixo. "Fechar período" trava o valor e o transforma em uma conta a pagar.
Repasses fechados ficam na lista abaixo, cada um se abrindo nos atendimentos que cobre, com um recibo que você pode enviar ao profissional.

O caixa do dia
Abra o caixa com o fundo de troco, receba pagamentos ao longo do dia e feche no fim. O card mostra o que entrou por forma de recebimento e, para cartões, o que realmente vai cair na conta depois da taxa.
Dinheiro que sai ou entra na gaveta sem ser pagamento de paciente é uma "Sangria" ou um "Suprimento". E o valor esperado em espécie fica escondido até você pedir para ver — quem conta a gaveta conta às cegas, que é o único jeito de a conferência significar alguma coisa.

Conferência no fim do dia
Escolha uma data e veja todos os turnos daquele dia: quem abriu, o que foi contado no fechamento e a diferença entre o contado e o esperado.
"Recebimentos fora do caixa" pega o que ficou fora de todo turno — dinheiro recebido antes de abrir ou depois de fechar — para nada se perder de um dia para o outro.

Em resumo
Configure suas contas, taxas, repasse e categorias uma vez, e o dinheiro da clínica passa a rodar sozinho: a agenda alimenta o livro-razão, o livro-razão alimenta o fluxo, o DRE e o extrato, e o caixa fecha o dia contra o que foi realmente contado.
Se você ainda controla tudo em planilha, comece por planilha ou software no controle financeiro do consultório e pelos indicadores que valem acompanhar. Para decidir a sua política de falta, veja quando cobrar a consulta perdida — e, para fechar o ciclo, a emissão de nota fiscal direto do pagamento.