
Divulgação de Preços por Médicos: O que o CFM Permite
Sim, médico pode divulgar o preço da consulta. A Resolução CFM nº 2.336/2023, em vigor desde 2024, liberou a divulgação de preços de consultas e procedimentos, formas de pagamento e até campanhas promocionais com desconto. A regra que continua valendo é o bom senso: nada de venda casada, sorteio ou promessa que transforme o ato médico em mercadoria.
Publicidade médica é toda comunicação, paga ou espontânea, que um médico ou clínica faz para divulgar serviços, especialidades ou a própria atuação profissional em qualquer canal — site, redes sociais, cartão, anúncio ou vitrine. No Brasil, essa comunicação é regulada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), e desde 2024 a norma de referência mudou bastante em relação ao que valia por mais de uma década.
A virada veio com a Resolução CFM nº 2.336/2023, que revogou a antiga Resolução 1.974/2011 e abriu espaço para práticas antes proibidas. O Conselho Federal de Medicina (CFM) registra hoje mais de 570 mil médicos no país, e boa parte deles ainda evita divulgar valores por medo de infração ética — muitas vezes sem saber que a regra já mudou.

Médico pode divulgar preço de consulta e procedimento?
Pode, e essa é a mudança mais concreta da nova norma. A Resolução CFM nº 2.336/2023 autoriza a divulgação de preços de consultas e procedimentos, além de informações sobre formas de pagamento, parcelamento e descontos. Até 2024, a norma anterior tratava a divulgação de valores como conduta que aviltava a profissão — hoje ela é aceita, desde que apresentada com clareza.
Na prática, um dermatologista pode publicar no site que a consulta custa R$ 350, que aceita cartão em até 3x e que oferece condição diferenciada para retorno. O que não muda é a exigência de honestidade: o valor anunciado precisa ser real e não pode vir embrulhado em expressões que confundam o paciente, como "a partir de" sem qualquer referência ou "menor preço da cidade".
Essa abertura conversa diretamente com a forma como o paciente pesquisa hoje. Antes de marcar, a maioria compara valores no Google e nas redes. Definir esse número com critério é o passo anterior à divulgação — o guia sobre como calcular o preço da consulta considerando custos fixos, variáveis e margem ajuda a chegar a um valor sustentável antes de expô-lo publicamente.
Vale lembrar que preço não existe no vácuo. Cobrar bem depende de posicionamento, e comparar referências por especialidade evita tanto o subpreço quanto o exagero — tema tratado em detalhe no comparativo de preço de consulta por especialidade entre clínico geral e especialista.

Como anunciar preços e promoções sem infringir o CFM?
A regra de ouro é simples: informe com transparência e não transforme a medicina em balcão de ofertas. A Resolução CFM nº 2.336/2023 aceita desconto e campanha, mas rejeita qualquer mecânica que banalize o cuidado. Abaixo, um roteiro prático para divulgar valores dentro da norma.
- Publique o valor cheio e a condição de pagamento: diga quanto custa e como o paciente pode pagar. Clareza é o critério central da norma, e "consulta R$ 300, cartão em 2x sem juros" cumpre isso melhor do que promessas vagas.
- Descreva a promoção com começo, meio e fim: desconto de retorno, condição de campanha sazonal ou pacote de acompanhamento são aceitos quando têm prazo e regra explícitos, sem letras miúdas.
- Nunca vincule a compra a um brinde ou serviço "grátis": "faça o procedimento e ganhe a consulta" é venda casada e permanece proibido, segundo a página oficial do CFM sobre o que mudou na resolução.
- Evite superlativos e comparações: "melhor clínica", "resultado garantido" ou "menor preço" induzem a erro e configuram infração, mesmo quando o preço em si é verdadeiro.
- Guarde o registro do que foi anunciado: prints, artes e datas de cada campanha protegem o profissional caso o conselho regional questione a peça depois.
Anunciar dentro da norma abre espaço para usar canais pagos com segurança. Quem investe em mídia para atrair agendamentos encontra um passo a passo específico no guia de anúncios no Google para clínicas aumentarem agendamentos, que trata de intenção de busca e conversão sem ferir as regras éticas.
O que é permitido e o que é proibido na divulgação de preços
A tabela abaixo resume as principais práticas ligadas a preço e promoção sob a Resolução CFM nº 2.336/2023. Ela serve como checagem rápida antes de publicar qualquer arte ou anúncio.
| Prática | Situação sob a Resolução 2.336/2023 | Observação |
|---|---|---|
| Divulgar preço de consulta e procedimento | ✅ Permitido | Valor real e apresentado de forma clara e objetiva |
| Informar formas de pagamento e parcelamento | ✅ Permitido | Cartão, Pix, parcelas — sem juros abusivos ou letra miúda |
| Campanha promocional com desconto | ✅ Permitido | Com prazo e regra claros, sem banalizar o ato médico |
| Venda casada ("compre X e ganhe Y") | ❌ Proibido | Continua vedada, inclusive consulta "grátis" atrelada a procedimento |
| Sorteio ou premiação de cirurgias e tratamentos | ❌ Proibido | Mercantiliza o cuidado e desvirtua a finalidade da medicina |
| Uso de superlativos ("menor preço", "melhor") | ❌ Proibido | Induz o paciente a erro, mesmo com preço verdadeiro |
O texto integral está disponível no PDF oficial da Resolução CFM nº 2.336/2023. Em caso de dúvida sobre uma peça específica, a consulta ao Conselho Regional de Medicina do estado é o caminho mais seguro, já que a fiscalização acontece na esfera regional.

O que é venda casada na medicina?
Venda casada é a prática de condicionar a compra de um serviço à aquisição de outro, oferecendo brinde, desconto ou item "gratuito" atrelado. Na publicidade médica, ela continua proibida mesmo após a flexibilização de 2023, porque desloca a decisão do paciente do cuidado clínico para o incentivo comercial.
Exemplos que caracterizam a infração: "agende a cirurgia e ganhe a consulta", "pacote com botox grátis na compra de preenchimento" ou "indique um amigo e leve um procedimento". Nenhum deles se sustenta sob a norma, ainda que o preço divulgado seja honesto. A diferença entre uma campanha válida e uma venda casada está no gatilho: desconto simples é permitido; brinde ou serviço condicionado, não.
Essa linha ética não é exclusiva da medicina. Áreas como a psicologia têm códigos próprios que também limitam a mercantilização do atendimento, tema abordado no texto sobre ética profissional em sistema para clínica de psicologia. O princípio se repete: o serviço de saúde não é produto de prateleira, e a comunicação precisa refletir isso.
Para clínicas que querem crescer sem apelar para promoções agressivas, o caminho mais consistente é o conteúdo. As 10 estratégias de marketing médico digital mostram como atrair pacientes pela autoridade, e o guia de marketing médico com conteúdo educativo detalha formatos que constroem reputação dentro das regras.
Perguntas frequentes sobre divulgação de preços por médicos
Médico pode colocar o valor da consulta no Instagram?
Pode. A Resolução CFM nº 2.336/2023 autoriza a divulgação de preços em qualquer canal, incluindo redes sociais. O valor precisa ser real e apresentado de forma clara, sem promessas de resultado ou expressões como "imperdível". Informar o preço e a forma de pagamento no perfil é permitido e ajuda o paciente a decidir antes de entrar em contato.
Promoção de Black Friday em clínica é permitida?
Sim, campanhas sazonais com desconto são aceitas desde 2024, inclusive datas como Black Friday. O limite é a mecânica: pode haver abatimento no preço, mas não sorteio, brinde ou venda casada. "20% de desconto em consultas até o fim do mês" é válido; "ganhe um procedimento na compra de outro" não é.
O que acontece se eu descumprir a resolução de publicidade médica?
O descumprimento pode gerar sindicância e processo ético-profissional no Conselho Regional de Medicina, com penas que vão de advertência a suspensão do exercício. A fiscalização é regional e costuma partir de denúncias. Guardar o registro das peças publicadas e checar a norma antes de divulgar reduz esse risco de forma significativa.
Divulgar preço ajuda ou atrapalha a captação de pacientes?
Transparência de preço tende a ajudar. Pacientes que já sabem o valor chegam mais decididos, o que reduz cancelamentos e faltas. Combinar preço claro com estratégias de marketing médico digital para médico solo e um bom sistema de agendamento transforma a informação de valor em agenda preenchida.
Resumo
Em resumo, a divulgação de preços por médicos passou a ser permitida com a Resolução CFM nº 2.336/2023, em vigor desde 2024, que também liberou informação sobre pagamento e campanhas promocionais com desconto. Seguem proibidas a venda casada, os sorteios de tratamentos e qualquer comunicação sensacionalista ou que prometa resultado. O critério central é a clareza: informe o valor real, sem transformar o cuidado em oferta de vitrine.
Para colocar isso em prática, o passo mais direto é organizar preços, formas de pagamento e agenda em um único lugar. O ByDoctor reúne agenda inteligente com confirmação automática por WhatsApp, prontuário eletrônico e gestão financeira, o que facilita padronizar valores e reduzir faltas. Antes de anunciar, a calculadora de precificação de consulta ajuda a definir um preço que sustente a margem — e a calculadora de rentabilidade de consultório projeta o impacto de cada decisão. Conheça o ByDoctor e estruture sua comunicação de preços com segurança.