# Tabela CBHPM: O Que É, Como Funciona e Como Consultar

> Tabela CBHPM: entenda o que é, como calcular honorários com porte e UCO (R$ 29,80 desde out/2025) e onde consultar os valores atualizados. Guia prático.

- **Data**: 2026-07-28
- **Autor**: Pedro Impulcetto (https://bydoctor.com.br/sobre/pedroimpulcetto)
- **URL**: https://bydoctor.com.br/blog/tabela-cbhpm-o-que-e-como-funciona-consultar-valores

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<p>A tabela CBHPM é a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos, publicada pela Associação Médica Brasileira (AMB). Ela reúne, em código e porte, todos os procedimentos da medicina brasileira e serve como referência mínima para calcular quanto vale o trabalho médico, tanto no convênio quanto no atendimento particular.</p>

<p>A <strong>CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos)</strong> é a lista oficial da AMB que classifica cada procedimento médico de forma hierárquica, atribuindo a ele um código e um porte que definem a base de cálculo do honorário. É a principal referência técnica de remuneração médica no Brasil.</p>

<p>Os números sustentam sua importância. Segundo a <a href="https://amb.org.br/cbhpm/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Associação Médica Brasileira (AMB)</a>, 54 sociedades de especialidades participam da construção e revisão da tabela. Desde outubro de 2025, a AMB fixou o valor de referência de 1 UCO em R$ 29,80, após reajuste de 5,10% pelo INPC/IBGE.</p>

<figure class="wp-block-image"><img src="/blog/tabela-cbhpm-o-que-e-como-funciona-consultar-valores/featured.png" alt="Médica revisando valores de procedimentos e honorários no consultório" /></figure>

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<p><strong>Pontos-chave deste artigo:</strong></p>
<ul>
<li><strong>O que é</strong>: a CBHPM é a tabela de referência da AMB que hierarquiza procedimentos por código e porte.</li>
<li><strong>Como calcula</strong>: honorário = porte em UCO × valor da UCO (R$ 29,80 desde out/2025), somado ao custo operacional.</li>
<li><strong>Não é obrigatória</strong>: convênios negociam percentuais e deflatores sobre a CBHPM, não valores fixos.</li>
<li><strong>CBHPM ≠ TUSS</strong>: a TUSS padroniza o código; a CBHPM define o valor de referência do procedimento.</li>
</ul>
</aside>

<section>
<h2>O que é a tabela CBHPM e para que serve?</h2>

<p>A CBHPM serve para dar uma base técnica e uniforme ao valor de cada procedimento médico no Brasil. Antes dela, cada convênio arbitrava preços sem parâmetro comum, o que deixava o médico em desvantagem na negociação. A tabela nasceu para corrigir isso.</p>

<p>Publicada pela AMB em conjunto com as sociedades de especialidade, a CBHPM organiza os procedimentos de forma hierarquizada: quanto mais complexo o ato médico, maior o porte atribuído a ele. A última edição de referência é a <a href="https://amb.org.br/noticias/chegou-a-cbhpm-2022/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">CBHPM 2022</a>, atualizada periodicamente nos valores de porte e UCO.</p>

<p>Na rotina da clínica, a CBHPM aparece em três momentos: na hora de negociar o credenciamento com uma operadora, ao definir o preço de um procedimento particular e ao conferir se o convênio pagou o que foi combinado. Quem fatura por convênio precisa dela junto da <a href="/blog/tabela-tuss-o-que-e-como-usar-codigos-faturamento">tabela TUSS</a> para não errar no envio.</p>
</section>

<section>
<h2>Como é calculado o honorário médico na CBHPM?</h2>

<p>O honorário na CBHPM é calculado multiplicando o porte do procedimento pelo valor da UCO e somando o custo operacional. A fórmula de referência é: <strong>(porte em UCO × valor da UCO) + custo operacional</strong>. Com a UCO em R$ 29,80, o porte é o principal fator de variação entre procedimentos.</p>

<p>A <strong>UCO (Unidade de Custo Operacional)</strong> é o valor em reais que serve de multiplicador do porte. Ela incorpora custos do atendimento, como folha de pagamento e uso de equipamentos. O porte anestésico, por exemplo, é expresso diretamente em UCO, o que facilita ver o cálculo na prática:</p>

<table>
  <thead>
    <tr>
      <th>Porte anestésico</th>
      <th>Equivalência em UCO</th>
      <th>Valor de referência (UCO = R$ 29,80)</th>
      <th>Exemplo de aplicação</th>
    </tr>
  </thead>
  <tbody>
    <tr>
      <td>Porte 0</td>
      <td>0 UCO</td>
      <td>R$ 0,00</td>
      <td>Procedimento sem anestesia ou apenas anestesia local</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Porte 1</td>
      <td>3 UCO</td>
      <td>R$ 89,40</td>
      <td>Anestesias de menor complexidade</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Porte 2</td>
      <td>5 UCO</td>
      <td>R$ 149,00</td>
      <td>Pequeno porte com sedação leve ou anestesia monitorizada</td>
    </tr>
  </tbody>
</table>

<p>Além de porte e UCO, o cálculo completo pode incluir o custo operacional (CO), o valor de filme (em exames de imagem) e o número de auxiliares. O grau de participação do médico, a via de acesso e os deflatores acordados com a operadora também alteram o resultado final. Por isso, dois procedimentos de mesmo porte podem pagar valores diferentes conforme o contrato.</p>

<p>Para o atendimento particular, o raciocínio muda: a CBHPM vira um piso técnico, e o preço final considera custos fixos e posicionamento. Se essa é sua dúvida, o guia de <a href="/blog/quanto-cobrar-por-consulta-medica-em-2026-guia-por-especialidade">quanto cobrar por consulta</a> e a <a href="/ferramentas/calculadora-consulta">calculadora de preço de consulta</a> ajudam a chegar a um valor sustentável.</p>

<figure class="wp-block-image"><img src="/blog/tabela-cbhpm-o-que-e-como-funciona-consultar-valores/section_0.png" alt="Detalhe de mãos calculando honorários médicos com apoio de sistema digital" /></figure>
</section>

<section>
<h2>Qual a diferença entre CBHPM, TUSS e a tabela do convênio?</h2>

<p>A CBHPM define o valor de referência, a TUSS padroniza o código e a tabela própria do convênio traz o valor efetivamente pago. São camadas complementares: uma não substitui a outra. Confundir as três é uma das causas mais comuns de glosa e de faturamento perdido.</p>

<table>
  <thead>
    <tr>
      <th>Tabela</th>
      <th>O que é</th>
      <th>Quem mantém</th>
      <th>Função no dia a dia</th>
    </tr>
  </thead>
  <tbody>
    <tr>
      <td>CBHPM</td>
      <td>Classificação hierarquizada de procedimentos com porte e UCO</td>
      <td>Associação Médica Brasileira (AMB)</td>
      <td>Referência de valor mínimo do procedimento</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>TUSS</td>
      <td>Terminologia unificada com código padrão de cada procedimento</td>
      <td>ANS, em conjunto com AMB e COPISS</td>
      <td>Código obrigatório no faturamento eletrônico (TISS)</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Tabela do convênio</td>
      <td>Valores negociados no contrato de credenciamento</td>
      <td>Cada operadora de saúde</td>
      <td>Valor que a clínica realmente recebe</td>
    </tr>
  </tbody>
</table>

<p>Na prática, o faturamento junta as três. Você identifica o procedimento pelo código TUSS, usa a CBHPM como base de negociação e recebe conforme a tabela contratada. Para entender como esses códigos se encaixam no envio, vale ler <a href="/blog/faturamento-tiss-tuss-como-usar-as-tabelas-corretamente">como usar as tabelas TISS e TUSS corretamente</a> e o guia de <a href="/blog/codigo-tuss-consulta-medica-quais-usar-cada-situacao">código TUSS de consulta médica</a>.</p>
</section>

<section>
<h2>Onde consultar a tabela CBHPM atualizada?</h2>

<p>A fonte oficial da CBHPM é a própria AMB, que comercializa o acesso à tabela completa e publica os comunicados de reajuste. A consulta pública dos valores exige atenção à edição e à data do último reajuste de porte e UCO.</p>

<ol>
<li><strong>Site oficial da AMB</strong>: a <a href="https://amb.org.br/cbhpm/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">página da CBHPM na Associação Médica Brasileira</a> concentra a versão vigente e os comunicados oficiais de correção de valores.</li>
<li><strong>Sua sociedade de especialidade</strong>: entidades filiadas à AMB costumam disponibilizar orientações sobre os portes específicos da área.</li>
<li><strong>Seu sistema de gestão</strong>: um bom software mantém a CBHPM e a TUSS integradas ao faturamento, evitando consulta manual a planilhas desatualizadas.</li>
</ol>

<p>O último ajuste relevante ocorreu em 18 de outubro de 2025, quando a AMB corrigiu os valores de porte e UCO em 5,10% pelo INPC/IBGE, fixando 1 UCO em R$ 29,80. Manter esse número atualizado no sistema evita cobrar abaixo do reajustado e reduz divergências com o convênio.</p>
</section>

<section>
<h2>A CBHPM é obrigatória? Como usá-la na negociação com convênios?</h2>

<p>A CBHPM não é obrigatória: ela é uma referência mínima proposta pela AMB, não uma tabela imposta por lei. As operadoras negociam livremente os valores, quase sempre aplicando um percentual sobre a CBHPM (por exemplo, "CBHPM com deflator de 20%") ou uma UCO própria, inferior à de referência.</p>

<p>Isso não torna a tabela irrelevante — pelo contrário. Ela é o parâmetro técnico que dá base ao médico para negociar. Chegar à mesa sabendo o porte do procedimento e o valor de referência da UCO muda a conversa: em vez de aceitar um número arbitrário, o prestador discute percentuais sobre uma base reconhecida nacionalmente.</p>

<p>Depois de fechado o contrato, o risco migra para a execução: enviar o código errado, esquecer um auxiliar ou aplicar a UCO desatualizada gera glosa. Reduzir esse retrabalho é questão de processo e de sistema — o passo a passo em <a href="/blog/como-reduzir-glosas-faturamento-tiss-bem-configurado">como reduzir glosas com faturamento TISS bem configurado</a> mostra onde a maioria das clínicas perde dinheiro.</p>
</section>

<section>
<h2>Quais os erros mais comuns ao aplicar a CBHPM?</h2>

<p>Os erros mais frequentes com a CBHPM não estão no procedimento em si, mas no valor aplicado e no código enviado. Eles custam caro porque geram glosa, atrasam o repasse do convênio e, no particular, levam a cobrar abaixo do que o trabalho vale. Três se repetem na maioria das clínicas:</p>

<ol>
<li><strong>Usar UCO desatualizada</strong>: manter o valor antigo depois de um reajuste (a UCO passou a R$ 29,80 em outubro de 2025) faz o honorário sair defasado em todos os procedimentos calculados.</li>
<li><strong>Confundir CBHPM com a tabela do convênio</strong>: aplicar o valor de referência da AMB sem considerar o deflator contratado gera divergência entre o que foi cobrado e o que a operadora paga.</li>
<li><strong>Esquecer componentes do cálculo</strong>: deixar de fora auxiliares, porte anestésico ou custo de filme reduz o honorário e é uma fonte silenciosa de perda de receita.</li>
</ol>

<p>O denominador comum desses erros é o controle manual. Quando a CBHPM e a TUSS ficam em planilhas separadas do prontuário, cada procedimento vira uma chance de digitar o código ou o valor errado. Centralizar isso no mesmo sistema em que a consulta é registrada elimina boa parte do retrabalho de faturamento.</p>
</section>

<section>
<h2>Perguntas frequentes sobre a tabela CBHPM</h2>

<h3>O que é a tabela CBHPM?</h3>
<p>A CBHPM é a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos, publicada pela Associação Médica Brasileira (AMB). Ela lista e hierarquiza cada procedimento médico com um código e um porte, servindo como referência mínima para a remuneração do trabalho médico junto a convênios e no atendimento particular.</p>

<h3>Quanto vale 1 UCO na CBHPM em 2025 e 2026?</h3>
<p>Desde 18 de outubro de 2025, o valor de referência de 1 UCO (Unidade de Custo Operacional) é de R$ 29,80. A AMB reajustou o valor com base no INPC/IBGE do período, uma correção de 5,10%. Esse valor multiplica o porte de cada procedimento para compor o honorário.</p>

<h3>A CBHPM é obrigatória para os convênios?</h3>
<p>Não. A CBHPM é uma referência de remuneração mínima proposta pela AMB, não uma tabela de uso obrigatório. Cada operadora pode negociar valores próprios com o prestador, geralmente aplicando um percentual ou deflator sobre a CBHPM. Ela funciona como base técnica para negociação de honorários.</p>

<h3>Qual a diferença entre CBHPM e TUSS?</h3>
<p>A TUSS padroniza os códigos de cada procedimento para o faturamento eletrônico via TISS; a CBHPM define o valor de referência desse procedimento por meio de porte e UCO. Na prática, a TUSS diz qual código enviar e a CBHPM ajuda a definir quanto ele deveria pagar.</p>

<h3>Como calcular o honorário de um procedimento pela CBHPM?</h3>
<p>Multiplique o porte do procedimento pelo valor da UCO (R$ 29,80 desde outubro de 2025) e some o custo operacional. Um porte anestésico 2, por exemplo, equivale a 5 UCO, o que dá R$ 149,00 de referência. Auxiliares, filme e deflatores do convênio ajustam o valor final.</p>
</section>

<section>
<h2>Resumo</h2>

<p>Em resumo, a tabela CBHPM é a referência da AMB que hierarquiza procedimentos por porte e código e serve de base para calcular honorários — porte em UCO (R$ 29,80 desde outubro de 2025) mais custo operacional. Ela não é obrigatória, mas é o parâmetro técnico que sustenta a negociação com convênios e complementa a TUSS no faturamento.</p>

<p>Para colocar isso em prática, mantenha CBHPM e TUSS atualizadas dentro do seu fluxo de faturamento em vez de depender de planilhas soltas. O <a href="/#funcionalidades">ByDoctor</a> integra agenda, prontuário e faturamento em um só lugar por R$ 147/mês fixo, sem fidelidade e com 30 dias grátis, com WhatsApp nativo, IA inclusa e integração com a Memed para a prescrição. Se o próximo passo é organizar o financeiro do convênio, comece pelo guia de <a href="/blog/faturamento-tiss-clinica-o-que-e-guia-completo">faturamento TISS</a>.</p>
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