# Faturamento TISS e TUSS: Como Usar as Tabelas Corretamente

> Entenda a diferença entre TISS e TUSS, como usar os códigos de procedimento corretamente e evitar glosas por erro de tabela. Guia prático para clínicas e consultórios.

- **Data**: 2026-04-28
- **Autor**: Pedro Impulcetto (https://bydoctor.com.br/sobre/pedroimpulcetto)
- **URL**: https://bydoctor.com.br/blog/faturamento-tiss-tuss-como-usar-as-tabelas-corretamente

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*/}

<section>

<p>
Para fazer o faturamento TISS de uma clínica sem gerar glosas, você precisa entender dois elementos distintos: o padrão de comunicação (TISS) e a tabela de códigos de procedimentos (TUSS). Confundir os dois — ou usar um código TUSS desatualizado — é uma das causas mais frequentes de rejeição de guias por operadoras de saúde.
</p>

<p>
<strong>TISS (Troca de Informações em Saúde Suplementar)</strong> é o padrão técnico definido pela <a href="https://www.gov.br/ans/pt-br" target="_blank">Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)</a> para a troca eletrônica de informações entre prestadores de saúde e operadoras. O padrão define o formato dos arquivos XML, os tipos de guia (consulta, SP/SADT, internação, honorários) e as regras de validação. <strong>TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar)</strong> é a tabela de nomenclatura de procedimentos — os códigos de 8 dígitos que identificam cada exame, consulta ou cirurgia dentro dos documentos TISS.
</p>

<p>
Dados consolidados de operadoras do setor indicam que erros de código de procedimento respondem por cerca de 30% das glosas técnicas em faturamento de convênios. Para clínicas que faturam acima de R$ 50.000 mensais em convênios, isso pode representar perdas de R$ 5.000 a R$ 15.000 em receita retida por mês — a maioria por erros que um processo de conferência simples resolveria.
</p>

</section>

<figure><img src="/blog/faturamento-tiss-tuss-como-usar-as-tabelas-corretamente/featured.png" alt="Profissional de faturamento clínico consultando tabela TUSS no computador com guias médicas na mesa" /></figure>

<aside>

**Pontos-chave deste artigo:**

- **TISS ≠ TUSS**: TISS é o padrão do arquivo eletrônico; TUSS é a tabela de códigos de procedimentos usada dentro dele
- **Código TUSS tem 8 dígitos** e identifica cada procedimento de forma única na saúde suplementar brasileira
- **30% das glosas técnicas** têm origem em erro de código TUSS — código inativo, incompatível ou divergente do CID-10
- **A tabela TUSS é atualizada pela ANS** periodicamente; usar uma versão desatualizada gera rejeição automática em muitas operadoras
- **Sistemas integrados** atualizam a tabela automaticamente e validam o código antes do envio da guia

</aside>

<section>

## Qual a diferença entre TISS e TUSS?

<p>
TISS é o padrão de comunicação — o "idioma" que prestadores e operadoras usam para trocar documentos eletrônicos. TUSS é o dicionário desse idioma: a lista de todos os procedimentos com seus respectivos códigos. Você não pode ter um sem o outro.
</p>

<p>
Uma guia TISS de consulta, por exemplo, contém campos obrigatórios como o código do prestador, a data de atendimento, o CID-10 e o código do procedimento realizado. Esse último campo usa obrigatoriamente um código TUSS — e se o código não existir na versão TISS vigente, a guia é rejeitada na validação técnica antes mesmo de chegar ao faturista da operadora.
</p>

<p>
Para entender melhor o funcionamento completo do padrão de comunicação, o post <a href="/blog/faturamento-tiss-clinica-o-que-e-guia-completo">faturamento TISS: o que é e por que é essencial para sua clínica</a> explica a estrutura dos documentos desde o credenciamento. Aqui o foco é específico: como usar os códigos TUSS de forma correta.
</p>

### A estrutura do código TUSS

<p>
Todo código TUSS tem 8 dígitos numéricos. A estrutura não é aleatória: os primeiros dois dígitos identificam o grupo de procedimento (ex.: 30 para consultas, 40 para exames de diagnóstico, 50 para cirurgias). O detalhamento aumenta conforme os dígitos seguintes.
</p>

<p>
Um exemplo: o código <strong>30101012</strong> corresponde à consulta médica em consultório pelo médico assistente. O código <strong>40308019</strong> corresponde à eletrocardiograma (ECG). Esses dois exemplos ilustram como a tabela funciona na prática — cada procedimento tem uma identificação única que a operadora usa para autorizar, pagar e auditar.
</p>

<p>
Antes da TUSS, as clínicas usavam a <a href="https://portal.cfm.org.br" target="_blank">Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM)</a> — uma tabela mantida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Associação Médica Brasileira (AMB). A transição para a TUSS foi gradual e ainda há contratos de convênio antigos que referenciam códigos CBHPM. Quando isso acontece, o sistema de faturamento precisa fazer a correspondência entre os dois padrões.
</p>

</section>

<section>

## Como consultar e usar a tabela TUSS corretamente

<figure><img src="/blog/faturamento-tiss-tuss-como-usar-as-tabelas-corretamente/section_0.png" alt="Tela de sistema de faturamento mostrando busca de código TUSS para procedimento médico com resultado validado" /></figure>

<p>
A tabela TUSS oficial está disponível no portal da <a href="https://www.gov.br/ans/pt-br/assuntos/prestadores/padrao-para-troca-de-informacao-de-saude-suplementar-2013-tiss" target="_blank">ANS</a>. O arquivo é publicado em formato de planilha e atualizado conforme novas versões do padrão TISS são liberadas. A versão vigente do padrão é a 3.05.00.
</p>

<p>
O processo de busca do código correto segue quatro etapas:
</p>

<ol>
  <li><strong>Identifique o procedimento pelo nome clínico</strong>: use a descrição técnica do exame ou cirurgia, não o nome popular. "Hemograma completo" tem um código diferente de "hemograma com contagem diferencial de leucócitos".</li>
  <li><strong>Verifique o status do código</strong>: códigos podem ser ativos, inativos ou migrados para outro código. Usar um código inativo gera rejeição imediata.</li>
  <li><strong>Confirme a compatibilidade com a especialidade</strong>: algumas operadoras só aceitam determinados códigos TUSS quando o prestador está habilitado na especialidade correspondente. Um cardiologista não pode faturar um procedimento de neurologia, mesmo que o código TUSS exista.</li>
  <li><strong>Verifique a compatibilidade com o CID-10</strong>: guias de SADT e internação exigem coerência entre o diagnóstico (CID-10) e o procedimento (TUSS). A rejeição por incompatibilidade CID-TUSS é frequente e fácil de evitar com uma tabela de compatibilidade atualizada. O post sobre <a href="/blog/cid-10-para-convenios-codigos-aceitos-e-rejeitados">CID-10 para convênios: códigos aceitos e rejeitados</a> detalha as combinações mais comuns de rejeição.</li>
</ol>

<p>
Em clínicas com volume alto de guias, fazer essa verificação manualmente para cada procedimento é inviável. Sistemas de faturamento integrados ao TISS fazem a validação automaticamente no momento do lançamento — antes do envio da guia à operadora.
</p>

</section>

<section>

## Comparativo: TUSS, CBHPM e tabelas próprias de operadoras

<p>
Uma fonte recorrente de confusão no faturamento de convênios é entender qual tabela está sendo usada em cada contexto. O quadro abaixo resume as diferenças:
</p>

<table>
  <thead>
    <tr>
      <th>Tabela</th>
      <th>Mantida por</th>
      <th>Uso no faturamento TISS</th>
      <th>Situação atual</th>
    </tr>
  </thead>
  <tbody>
    <tr>
      <td>TUSS</td>
      <td>ANS</td>
      <td>Obrigatória em todos os documentos TISS desde 2012</td>
      <td>Vigente — versão atualizada periodicamente</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>CBHPM</td>
      <td>CFM / AMB</td>
      <td>Referência de precificação em contratos antigos; não substitui TUSS no XML</td>
      <td>Usada como referência de valor; não é o código do arquivo</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Tabela própria da operadora</td>
      <td>Cada operadora (Unimed, SulAmérica, etc.)</td>
      <td>Define os valores pagos por código TUSS — não muda o código em si</td>
      <td>Vigente — varia por contrato e especialidade</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>AMB (Associação Médica Brasileira)</td>
      <td>AMB</td>
      <td>Base histórica de codificação; migrada para TUSS</td>
      <td>Em desuso no faturamento eletrônico</td>
    </tr>
  </tbody>
</table>

<p>
O ponto mais importante da tabela acima: o código TUSS identifica o procedimento, mas o valor pago por ele depende da tabela de honorários do seu contrato com cada operadora. Uma consulta com código TUSS 30101012 pode ser remunerada em R$ 42 por uma operadora e R$ 67 por outra — tudo depende do contrato negociado.
</p>

<p>
Isso significa que conferir a tabela de preços do contrato é tão importante quanto conferir o código correto. Para entender como as versões do padrão impactam os contratos existentes, o post sobre <a href="/blog/faturamento-tiss-versoes-diferencas">diferença entre as versões TISS 3.04, 3.05 e a versão atual</a> detalha o que mudou em cada atualização e quais campos foram afetados.
</p>

</section>

<section>

## Quais erros de TUSS geram mais glosas?

<figure><img src="/blog/faturamento-tiss-tuss-como-usar-as-tabelas-corretamente/section_1.png" alt="Relatório de glosas de faturamento médico com destaque em erros de código TUSS em planilha clínica" /></figure>

<p>
Glosa por erro de código TUSS acontece em padrões bem definidos. Os cinco erros mais frequentes, em ordem de ocorrência:
</p>

<ol>
  <li>
    <strong>Código inativo</strong>: o procedimento foi descontinuado ou migrado para outro código em uma atualização da tabela TUSS, mas o sistema de faturamento não foi atualizado. Resultado: rejeição automática na validação do XML.
  </li>
  <li>
    <strong>Código incompatível com a especialidade do prestador</strong>: a operadora só aceita aquele código TUSS quando o CRM e a especialidade cadastrada batem com o procedimento. Isso varia por contrato — e muitas clínicas descobrem a incompatibilidade só depois da glosa.
  </li>
  <li>
    <strong>Código divergente do CID-10</strong>: em guias de SADT, a operadora cruza o CID-10 informado com o procedimento realizado. Pedir um ecocardiograma com CID de dermatite vai ser glosado. O alinhamento CID-TUSS precisa fazer sentido clínico.
  </li>
  <li>
    <strong>Código correto, mas versão TISS desatualizada</strong>: o código existe, mas o arquivo XML foi gerado no padrão 3.04 enquanto a operadora já exige 3.05. O erro aparece no nível do envelope, não do código, mas o resultado é o mesmo: guia rejeitada.
  </li>
  <li>
    <strong>Uso de código genérico quando existe código específico</strong>: algumas equipes de faturamento usam um código de procedimento genérico (ex.: "outros procedimentos") para evitar dúvida sobre qual código usar. Operadoras auditam esse padrão e tendem a glosar guias com alta concentração de códigos inespecíficos.
  </li>
</ol>

<p>
Para uma análise completa de como corrigir glosas já geradas e evitar as recorrentes, o post <a href="/blog/como-reduzir-glosas-faturamento-tiss-bem-configurado">como reduzir glosas com o faturamento TISS bem configurado</a> traz o protocolo de revisão passo a passo.
</p>

</section>

<section>

## Perguntas frequentes sobre TISS e TUSS

### Qual a diferença entre TISS e TUSS?

<p>
<strong>TISS é o padrão técnico de comunicação eletrônica</strong> entre prestadores e operadoras de saúde, estabelecido pela ANS por meio da <a href="https://www.gov.br/ans/pt-br" target="_blank">Resolução Normativa nº 305/2012</a>. TUSS é a tabela de códigos de procedimentos usada dentro dos documentos TISS. Em termos práticos: o arquivo TISS é o container; o código TUSS é o conteúdo que identifica o que foi realizado.
</p>

### Como encontrar o código TUSS correto para um procedimento?

<p>
<strong>Acesse a tabela TUSS atualizada no portal da ANS</strong>, localize o procedimento pelo nome técnico ou pela especialidade e verifique se o código está ativo na versão TISS vigente. Sistemas de faturamento que integram a tabela TUSS internamente atualizam os códigos a cada nova versão, eliminando a consulta manual e reduzindo o risco de usar um código inativo.
</p>

### O que acontece se eu usar um código TUSS incorreto na guia?

<p>
<strong>A guia é glosada</strong> — total ou parcialmente — pela operadora. O motivo mais comum de glosa por código é o uso de um código inativo, incompatível com a especialidade do prestador ou divergente do CID-10 informado. Dados do setor indicam que cerca de 30% das glosas técnicas têm origem em erro de código TUSS, a maioria evitável com validação automática antes do envio.
</p>

### A tabela TUSS é igual para todos os convênios?

<p>
<strong>A tabela TUSS é padronizada pela ANS e serve como base comum para todos os convênios.</strong> O que varia entre operadoras é a tabela de honorários: o valor pago por cada código TUSS pode diferir significativamente de um contrato para outro. O código identifica o procedimento; o preço é definido em contrato separado.
</p>

### Com que frequência a tabela TUSS é atualizada?

<p>
<strong>A ANS atualiza a tabela TUSS em média uma a duas vezes por ano</strong>, geralmente junto com novas versões do padrão TISS. As atualizações incluem novos códigos para procedimentos recentemente reconhecidos, inativação de códigos obsoletos e ajustes de nomenclatura. Clínicas que usam sistemas de faturamento integrados recebem essas atualizações automaticamente.
</p>

</section>

<section>

## Resumo

<p>
TISS é o padrão eletrônico de troca de documentos entre prestadores e operadoras; TUSS é a tabela de códigos de procedimentos usada dentro desses documentos. Para faturar corretamente, a clínica precisa usar o código TUSS ativo, compatível com a especialidade do prestador e coerente com o CID-10 — tudo isso dentro de um arquivo XML gerado na versão TISS vigente (atualmente 3.05.00). Os cinco erros mais comuns — código inativo, incompatibilidade de especialidade, divergência CID-TUSS, versão desatualizada e código genérico — respondem pela maioria das glosas técnicas evitáveis.
</p>

<p>
A forma mais confiável de garantir esse alinhamento é usar um <a href="/blog/software-faturamento-tiss-integrado">software de faturamento TISS integrado</a> que atualize a tabela TUSS automaticamente e valide os campos antes do envio. O <a href="/">ByDoctor</a> faz essa validação em tempo real no módulo de faturamento — antes de a guia sair do sistema, os campos críticos já foram conferidos contra a versão TISS vigente e as regras de compatibilidade da operadora.
</p>

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